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14 de mai de 2009

25 Conversa de Opinião | Tratar alguém como ‘um injustiçado da história’ o ajuda a melhorar de vida?

Ok...eu confesso que tem coisas que eu NÃO consigo entender por mais que me expliquem.
Creio que é porque tem explicações que eu até entendo, mas não compreendo.


As tais ‘cotas’ para negros na universidades e agora o debate dos deputados sobre o ‘Estatuto de Igualdade Racial’, por exemplo.
Como pode tratar de ‘igualdade’ idéias como as que estão nesse estatuto que tem como apresentação ‘trazer orientações para o governo sobre como tratar os negros no Brasil. Torna obrigatória a identificação dos estudantes de acordo com a raça no censo escolar. Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde também terão de se autodefinir de acordo com a cor da pele. O estatuto prevê ainda a criação de cotas para negros em vários setores: nas universidades; no serviço público; em empresas privadas; nos partidos políticos.’

Ou é impressão minha ou o texto está repleto de mecanismos que separam ao invés de promover igualdade?

Segundo o deputado Vicentinho (PT-SP): “Não devemos ter medo de assegurar oportunidades para quem sofreu as piores consequências. A escravidão nesta país é o maior crime que o Estado brasileiro cometeu com o nosso povo negro”.

Mas se não devemos ter medo de assegurar tais oportunidades, devemos ter vergonha de promover tais descriminações de forma ‘legais’.

A escravidão foi um crime bárbaro. Verdade!
Mas o holocausto também e nem por isso vejo os judeus se fazendo de ‘coitadinho’.

O deputado Vicentinho e os defensores dessas cotas que me desculpem, mas tentar impor a sociedade leis assim é se fazer de coitadinho sim.
A escravidão aconteceu? Aconteceu, é fato!
Foi um ato horrível? Foi sim!
MAS foi. É passado. É pra ser esquecido? NÃO!
Mas não deve servir de muleta pras gerações futuras.
Usar a história da escravidão como muleta de auxilio pra encontrar um caminho mais fácil é desmerecer os negros que morreram tentando fugir ou nos troncos por não aceitarem a obediência cega.
É desmerecer gestos como o de Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks uma costureira negra norte-americana, símbolo do Movimento dos Direitos Civis que ficou famosa, em 1º de dezembro de 1955, por ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no ônibus a um branco.
É não entender o que Matin Luther king disse quando falou:
"Sonho que meus quatro filhos viverão um dia em um país no qual não serão julgados pela cor de sua pele, mas por seu caráter".

Eu acredito sim na importância de se promover oportunidade às pessoas, mas não dando a elas mérito ou descrédito por sua cor.
Cor não é deficiência pra que se precise de amparo legal para que se tenha oportunidade de mostrar que a deficiência não torna alguém incapaz pro mercado de trabalho, apenas o impede de exercer certas funções.
Se for pra promover ‘igualdade’ de oportunidades que se dê pelo social, não pelo racial.

Dizer que alguém que estudou a vida toda em escolas públicas tem menos oportunidades de entrar numa universidade ou de encontrar um bom emprego é entender como faz falta ter uma boa base na formação do indivíduo. De negros, brancos, índios e outros embora eu concorde com a Kamylla Landim na declaração dela sobre as mudanças do ENEM:
“Aquele aluno que vai se adaptar mais não é aquele que se prende apenas ao que o professor ensina, porque na escola a gente pega apenas uma base, mas o verdadeiro ensino a gente busca por fora, e não só dentro da escola”.

E pra finalizar, concordo com o comentário da a professora Yvonne Maggie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre esse tipo de política que o estatuto prevê: “O perigo é de a gente, em vez de estar resolvendo uma questão da desigualdade e do racismo, estar produzindo o ovo da serpente do ódio racial” porque o estatuto, do jeito que está, ‘prevê tratamento diferenciado para a população negra em todas as áreas. Empresas que promovam ações de inclusão racial, por exemplo, teriam preferência em licitações publicas’.
Idéias como essa não são um estímulo ao ódio racial?

Eu acho que sim.
E acho que os negros que tem orgulho da sua cor e tem respeito pela luta dos sues antepassados também acham que políticas assim só os faz parecer ‘coitados’.
Coisa que ninguém com orgulho da sua história aceita ser.

25 comentários:

  1. Eu já passei por várias situações de discriminação. Não pela minha cor, mas pela minha condição social do momento.

    Na casa dos meus pais muitas vezes tivemos empregada.
    Aqui elas sentavam na mesa com a gente, se precisassem dormir ficamos no meu quarto.
    Meu pai sempre foi comerciante. Sempre estudei em escolas particulares.
    Quando adulta resolvi sair da minha cidade, conhecer outros lugares.
    Pra poder me manter, já que não tinha uma faculdade, fiz um curso de baby sitter e fui trabalhar como babá que era uma profissão que pagava bem no Rio de Janeiro. Trabalhei e morei em Salvador, trabalhando em ‘casa de família’ pra me manter também.
    Empregos assim dá pra gente morar no local, sendo assim, eu economizava em aluguel. Podia viajar nos fins de semana de folga, ia muito a teatro, cinemas. Comprava pilhas de livros e CDs...
    Enfim, gastava com o que eu gostava.
    Moça branca, de boa instrução.
    Lembro da minha ‘patroa’ em Salvador dizendo pras amigas dela ao telefone ‘a moça é tão branquinha que dá gosto olhar’.
    Em Salvador ou no Rio de Janeiro, como empregada eu entrava pela porta de serviço do prédio.
    Não podia freqüentar a piscina.
    Dormia num quarto tipo ‘3x4’ sem janela.
    Só almoçava junto com a outra empregada depois que todos da casa haviam comido.
    Começa a trabalhar as 06h30min e sem hora pra largar o serviço.
    Ao ir em médico ou fazer crediário em lojas sempre preenchi a o espaço ‘profissão’ como ‘doméstica’ e ao lerem, sempre via aquela ‘levantadinha’ de olho em minha direção ...Aquela ‘checada’ de cima a baixo....rs
    E as ‘colegas’ de profissão do prédio sempre me diziam ‘tu não tem vergonha de escrever isso não? Não escreve isso não que eles nem te tratam direito’.
    E a vergonha de sair do apartamento de uniforme? Tinha que pegar criança chegando da escola, buscar pão na padaria? Trocavam a roupa primeiro.
    Aliás, ODIAVAM ter que usar uniforme.
    Eu nunca me importei. Achava até bom porque economizava as minhas roupas.
    Já ouvi de patrão ao dar um sugestão ou opinião “coloque-se no seu lugar’.
    Eu me sentia ofendida? Não. Sempre achei gente assim idiota...e burra, afinal ‘maltratar’ uma empregada doméstica que pode desde colocar laxante na sua comida até cuspir no seu suco é burrice, né não?
    Mas eu JURO que nunca fiz isso viu?......rs

    Na verdade esse comentário/depoimento é só pra mostrar porque eu acho que precisa de amparo legal é a descriminação social e não a racial.
    A verdadeira falta de oportunidade é causada pela condição social das pessoas, não pela cor.

    Discriminar alguém só pela cor é igual a discriminar alguém baseado em quem ela leva pra cama, a religião que ela tem, quantos quilos tem, em que ano nasceu, o tipo de emprego que tem...
    E esses preconceitos só vão mudar quando as pessoas que descriminam deixarem de serem idiotas.
    E as que são discriminadas deixarem de dar tanta importância ao que os idiotas pensam dela.

    Eu conheci vários idiotas.
    Nunca me juntei a nenhum deles.
    E nem deixei que eles me dissessem quem eu era.

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  2. Atrê, isso é conversa pra boi dormir! Balela! Na verdade não é preconceito racial, é preconceito social! É muito pano pra manga, e o unico fato que enxergo é mais ou menos como voce (hum... eu disse, como você \o/ ) onde as pessoas se promovem as custas disso. Outro fato é que a nossa grande massa é burra e embarca nessa de igualdade sem ao menos raciocinar o mínimo. Sempre fui a favor de ensinar a pescar, e não entregar o peixe.

    Beijocas

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  3. o que o brasil precisa é educação, saúde (serviços públicos, enfim), pra todo mundo. o resto é enganação, é como querer derrubar uma árvore cortando um galho ao invés de cortando pela raiz...

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  4. Pois é, muito incoerente... Tem coisa mais discriminatória que o próprio estatuto de igualdade racial???
    Mesmo porque, a coloração da pele não estabelece raça. Quem tem raça são animais irracionais. Pessoas têm etnia. Assim descreve a sociologia.
    Se for partir desse principio, teremos que lutar por muitos estatutos. Os dos nordestinos; os dos brancos "azedos"; os dos gordos, os dos carecas; os dos baixinhos; os dos deficientes físicos; e tantos outros por aí. Todos, de alguma forma, alvos de discriminação e piadas.
    Enfim, sou completamente contra à essa igualdade desigual!

    Bjooo, Atrê!

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  5. Atrê, olha eu nunca olhei com bons olhos as questões de cotas para negros. Primeiro por que acho que as cotas deveriam ser para estudantes de baixa renda oridundos de escolas públicas (como eu fui) e segundo por que, isso ao meu ver é o mesmo que dizer aos negros que eles não são capazes e por isso estão tendo cotas para que possam um dia chegar a algum lugar.

    Veja só, eu estudei da 5ª ao 3º ano em escola pública, poderia ter feito o vestibular por cotas, mas preferi concorrer pelo método tradicional. Resultado, primeiro vestibular que fiz, para universidade federal, passei.

    O que torna a pessoa capaz é a sua vontade de crescer e não cotas para negros, índios, brancos, mestiços ou mulatos.

    O governo ao invés de criar estatutos para definir quem é branco ou negro, deveria era criar boas condições de ensino nas escolas públicas. Mas isso não é possível por que o governo não quer pessoas cultas e sim ignorantes para que dessa forma, seja mais fácil a manipulação.

    Beijão Atrê!

    P.S. Uoww adorei saber que tu morou aqui em minha terrinha heheheeh.. E quando volta a Salvador??

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  6. Acredito que esse é um assunto polêmico que envolve várias perspectivas de análise. Por exemplo, se pegarmos as pesquisas de censo demográfico realizadas por Guimarães (1999) à frente do IBGE, nos deparamos com o fato de que "não há diferenças entre os grupos não-brancos entre si, ou seja, pardos e pretos em matéria de renda, educação, residência, etc...A grande diferença ocorre entre não-brancos e brancos. E é nesse sentido que o debate das cotas raciais se insere. Os defensores argumentam que foram 400 anos de escravidão da população negra, não houve indenização com a abolição e nem oferta de educação ou mercado de trabalho. No início da República os libertos assumiam os trabalhos degradantes na cidade (que nem os brancos pobres aceitavam) como carregar tonéis com excrementos até os rios ou tentavam ganhar a vida na marginalidade da capoeiragem. Hoje, ao fazer uma pesquisa demográfica nos presídios brasileiros, ainda se encontra um percentual de 80% de negros dentre os cárceres, por outro lado se a mesma pesquisa for feita entre os altos postos de grandes empresas públicas e privadas teremos 95% de brancos ocupando esses cargos. Isso significa que brancos são melhores que negros? Isso significa que houve oportunidades igualitárias e justas para ambos, porém os negros preferiram os presídios às empresas?

    A política de imigração de italianos e alemães no Brasil de fins do século XIX e início do século XX não concedeu aqueles que viessem trabalhar nas lavouras de café do oeste paulista um pedaço de terra própria? Isso não seria uma espécie de cotas para imigrantes? Cotas agrárias? Aos antigos escravos foi permitido terem acesso à terra como beneplácito do Estado?

    Esforço, disciplina, talento, mérito não existem em abstrato. Essa visão é muito ingênua dentro da sociedade que nos forjou culturalmente.Da mesma forma que a "igualdade perante a lei" é um mito da tradição iluminista e que na prática não se efetiva. Na maioria das vezes tudo depende das oportunidades, do ponto de partida na corrida da vida. É fato que os melhores, os vencedores, são em sua maioria aqueles que conseguiram reunir a maior gama de oportunidades do nascimento ao decorrer de suas vidas. Aqueles que possuíram os melhores colégios, acesso à livros, viagens, cursos, tecnologia em casa (computadores), pais incentivadores (com bom emprego e nível de instrução). Dentre os que tiveram pior rendimento (em grande parte), estão os que moraram em favelas, não tiveram livros, tecnologia, tiveram muitos irmãos (e por isso precisaram trabalhar mais cedo ou deixar de estudar para tomar conta dos menores), com pais analfabetos, desempregados, alcoólotras, envolvidos na criminalidade e em geral sendo 70% destes negros.

    A discriminação é econômica e social, mas um branco de terno e gravata esconde sua origem pobre e um negro de terno e gravata, pode esconder sua cor? E se a sociedade não é racista, porque as oportunidades para negros em comerciais, novelas (como protagonistas, sem serem escravos), filmes são reduzidas. Há poucos negros talentosos nesse ramo? Há poucos negros esforçados? Ou o conceito de beleza ainda é etnocêntrico (europeu/norte-americano)e por isso branco?

    Acho que são reflexões pertinentes a serem feitas nessa discussão. Há uso político das cotas? Sim, como há de tantos outros mecanismos, inclusive do PROUNI, financiando estudantes com carros novos em universidades particulares. A corrupção está em todos os lugares e a auto-promoção política também. A questão seria não apenas fazer um discurso de que "precisamos de escolas públicas de melhor qualidade que garantam oportunidades iguais a brancos, pardos e negros pobres tanto quanto aos filhos da elite que saem de grandes colégios particulares". Isso é uma falácia que já se repete há anos e até o sistema de cotas raciais ser implementado nas universidades, continuavam a ser 97% dos brancos vindos dessas escolas os campeões dos vestibulares. Não adianta programas educacionais de qualidade se não se melhora as condições de moradia e vida cotidiana fora da escola. E qual o exemplo de sucesso econômico que os meninos negros das favelas viam nos noticiários para tomarem como exemplo? Os jogadores de futebol, os pagodeiros e os traficantes. E na escala de oportunidades, vemos que a última ocupação é a que mais tem aberto a porteira.

    Alguns pode dizer, mas Barck Obama é negro e chegou na presidência dos EUA. Sim, mérito dele, estudante de talento, formado em Havard (com condições financeiras familiares para tal). E assim vai...

    As cotas raciais não são a solução para o fim do racismo, mas incomodam porque o desvelam, quebram o mito da sociedade democrática e harmônica, nos faz engolir a idéia de que todos temos preconceito sim e que boa aparência ainda é Brad Pitt e Gisele Bünchen. Devem ser eternas? Não. deve o sistema educacional melhorar no país? Claro, mas não esperar mais 30 anos de discurso para quem sabe ter 20% de negros entrando nas universidades quando eles o podem fazer agora e serem exemplo para que os meninos negros das favelas pensem: "hum, além de traficante, ganhar dinheiro e morrer cedo, tenho agora a oportunidade também de ser médico, engenheiro, professor, ganhar algum dinheiro e quem sabe não morrer tão cedo". Acho que isso me parece muito mais interessante aqueles que têm vidas e propriedades à defender das 'classes perigosas'.

    O que de fato deveríamos ter eram vagas, muitas vagas em escolas técnicas e em universidades públicas. Ter 90% de nossa população nesses lugares independente de cor ou classe social, como acontece em alguns países europeus. Todavia, enquanto a utopia não se realiza, deixamos os traficantes se propagarem nos morros ou incentivamos os universitários?

    Essa escolha é social e não apenas racial!

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  7. Atrê, atrevo-me...

    Isso tudo, na verdade, é conversa pra boi dormir.
    Se os Estado promove-se uma educação de qualidade e igualitária desde a base o problema estaria resolvido em uma década = ou -.
    O problema real é a necessidade de politizar bobagens.
    Temos o hábito, terrível, de fomentar desigualdades para negociar vantagens e essas "vantagens nem são para a população em geral nem para a parcela específica da população para a qual se reivindica algo. na verdade as vantagens são dadas aos NEGOCIADORES.
    O fato é que enquanto continuarmos dividindo o Brasil entre negros e brancos, baixos e altos, gordos e magros, carecas e cabeludos, e por aí em diante, jamais teremos uma cidadania plena.
    Esse conceito sectário brasileiro é baseado em uma lógica napoleônica: dividir para Governar.
    Enquanto discutimos essas tolices que são fabricadas para servir como areia em nossos olhos, nos impedindo de ver o todo, não teremos competencia para gerar cidadania de verdade.
    Só há uma raça, a raça humana. Deveriam respeitar pelo menos isso.

    Beijos muitos pra vc

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  8. quando acredito em algo minha fé é inabalavel
    porem até algo ter minha confiança a pessoa ou a situação é totalmente abalada desmistificada por minhas duvidas

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  9. Concordo plenamente com vc Atrê!
    Aff!
    Vc é demais mulher!
    Opinião pra lá de sensata!
    Bjs.

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  10. Querida Atre,
    os legisladores do Brasil são a vanguarda do atraso. A ciência já provou que, genotipicamente falando, só existe UM ÚNICO SER HUMANO, ou seja, todos os mais de 6 bilhões de criaturas humanas sobre a face do planeta tem exatamente o mesmo ADN. A única diferença entre nós é a aparência exterior. E mais, TODOS nós descendemos de Negros Africanos, pois a África é o berço da Humanidade. Dentro disso, qual a utilidade de se discutir cor da pele? Isso é absolutamente ridículo. No Brasil, o que se precisa é resolver o problema social como um todo, pois há brancos e negros pobres. De que adianta ter quotas para negros, se os brancos pobres vão ser excluídos? O assunto mesmo indica o que o governo está fazendo: cobrindo o problema com cobertor de pobre, ou seja, cobre um lado e destapa outro. Como eu já disse em meu blog, ouço essa balela da classe política desde a década de 70, quando abordei a questão do analfabetismo. Ainda mais quando no Brasil há uma ENORME miscigenação. Tá pior do que a Austrália no século 19.
    Aliás, vocês sabiam que a educação física foi incluída no currículo escolar na década de 70 com o objetivo de embranquecer o povo brasileiro? Isso está lá na lei que implantou isso. Eu li com meus próprios olhos. Temos que ser absolutamente críticos com todos esses assuntos. Não deixar passar nada.
    Aliás, temos que parar também de chamar brasileiro de burro. Temos que fazer é o oposto: trazer temas como este sempre à tona, discutir, espalhar a informação, o máximo que pudermos, pois simplesmente dizer que brasileiro é burro é alimentar isso na mente da nação, e isso é EXATAMENTE o que os donos do poder querem, que acreditemos que somos burros,
    pois quando afirmamos isso nos excluímos de ser brasileiros.
    Eu sou brasileiro de corpo e alma, e não sou de modo algum burro. Podemos ser mal informados, ou maquiavelicamente enganados, mas podemos muito bem buscar informações e aprender a raciocinar, que é o que nos permite temas tratados assim como este.
    Na última eleição eu enviei correspondência a muitos partidos políticos tratando de temas sérios, como o uso de drogas por menores de idade, pra saber a posição deles, e NENHUM sequer me respondeu. Temos que ficar é de olho aberto!
    Beijão e obrigado pela oportunidade da discussão!

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  11. meu anjo, pára com isto, eu não dei nenhum chegra pra lá em voce, e se assim fui entendido, peço desculpas, não tenho nada contra voce, muito pelo contrario eu te adoro gatinha, então "vamos ficar de bem" (heheeh) bjus meu anjo lindo

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  12. Primeiro,
    aTrezinha do meu coração de chocolate, titio Martin (Luther King Jr) iria ficar orgulhoso com seu discurso se estivesse aqui!

    (Depois manda email, pra mim, por favor? Quero te sugerir o que fazer com um discurso tão bem colocado, pra ganhar uma mídia maiorzinha além da net..)

    Segundo, tem 'SerteSa' que não é negra? Brincadeira, mas é só pra expressar minha - mais uma vez - admiração por sua verborrágica (no bom sentido) discussão quando tantos vem com o discurso de "eu não sou negro, não tenho nadacom isso".
    Sabe, o bondoso mesmo é o amiguinho GENTIL aqui em cima dizendo "os legisladores do Brasil são a vanguarda do atraso".

    Tenho estudado para entenderum pouquho mais dessa realidade idiota e atrasada da legislatura no brasil, EXATAMENTE porque penso: Como pode um sistema legal fazer tanta merda em detrimento de tantos acertos causados, não por acaso, na nossa caminhada histórica recente?

    Sabe o Brasil, está se atualizando em justiça em algumas unidades da federação. Sem começar uma conversa chata e longa {que ja fiz noutro post aqui. Lembra Atrê? Não consegui localizá-lo se achar q é uma boa ideia coloca-lo aqui, ese puder localizar em seu arquivo bloguético, você podia "re-postá-lo"(palavrinha nova da boua!)} - e tou com um pouquinho de pressa - jurisdições mais avançadas no país já estão olhando casos (tanto os ridículos como os decrépitamete avaliáveis com julgamentos caducos) com olhos mais jovens e revigorados promovendo uma justiça, de fato, mais JUSTA.

    Onde , pelamordedeus, ficaria isso?

    Pra vosso espanto (talvez), amigos e Atrezinha, no sul. No estado de Santa Catarina, vizinho(?) seu e um outro estado (Goiás, se não me engano).

    Resta esperar que todos sigam o exemplo e façam esse negócio de democracia funcioanar de verdade antes que tenhamos aqui promovida a Repúblida dos Coitados, ja que a maioria da população aqui é mestiça.

    Beijos Atre.
    E abraços amigos.
    Aiô Silver!

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  13. Olaa!!
    To passando pra desejar um otimo final de semana!!

    Beijaooo da Morena!

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  14. Buliu em Vespeiro Atrê. De qualquer forma, concordo com voce em genero, numero e grau....E discordo de qualquer questão envolvendo cotas. Acho um absurdo. O grande problema é que resolver questão de acesso pleno à educação é trabalho de 16 anos. Ninguem se reelegeria tanto pra colher os frutos desse investimento.

    O correto não é ter cotas, mas fazer um trabalho de base que garanta que todos tenham plenas condições de acesso ao que quer que seja...em igualdade de condições...

    Agora, eu quero ver se os grandes defensores da igualdade racial através das cotas dentro das universidades, assim o continuarão, sabendo que tramita um projeto em Brasilia para estender as cotas aos cursos de mestrado e doutorado.

    []s
    O Carioca

    PS: Eu que não tenho umas empregadas jeitosas assim na minha casa, estilo Juliana Paes...Se eu tivesse, brigava com o condominio, mas ela ia poder usar a piscina (sob minha supervisão, claro)

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  15. Continuo concordando com todos de que seria ótimo SE o Estado cumprisse com seu papel e promovesse uma educação de qualidade, com mais vagas e geração de empregos para absorver os formandos. Todavia, o SE deve custar mais quanto tempo? Enquanto discutimos o SE, quantos permanecem fora da universidade porque SE a Educação fosse melhor não precisaria haver cotas? A questão continua aberta...

    E, afinal quer o Estado cumprir seu papel? Quer o Estado resolver a questão educacional no país? Quer o Estado dissolver a desigualdade social, econômica, cultural e/ou étnica? Quem constitui esse Estado (enquanto vetor político)? Interesse a esse Estado essas mudanças sociais? Logo, será que existirá um SE realizado algum dia?

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  16. Maior correria aqui no trabalho, mas não pude deixar de passar pra dizer que li quase tudo...imprimi pra ler com calma linha por linha (porque eu,não só escrevo muito , como leio bastante também).

    Enfim...a rapidinha agora é só pra agradecer MUITO a turma que leu e não se omitiu de também ter opinião num assunto que, direta ou indiretamente diz respeito a TODOS.

    Tanta informação pra gente pensar a respeito nos comentários que acabaram transformando o pensamento de UMA pessoa ao escrever numa conscientização política e humana coletiva que só me faz ficar feliz por também não ter me omitido a tocar no assunto.

    Eu sei que é um tema que a maioria prefere não se envolver, que muitos não tem ‘saco’ pra ler e menos ainda pra opinar, por isso a quem se animou a participar,
    “Valeu mesmo pela parceria”

    Depois com tempo eu volto pra ‘palpitar’ sobre algumas coisas que li aqui.

    bjos

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  17. Pensei mil vezes antes de escrever isso aqui já que acho que ninguém vai concordar comigo, e tenho 100% de chances de ser mal interpretada.
    Mais achei que valia a pena pensarmos por outo lado!!
    Isso é meio complicado amiga!! Não sei se vai entender o que vou falar aqui.
    Vou propor que tentemos olhar por outro ãngulo!!
    Acho o sistema de cotas muito errado, mais sem ele seria muito pior do que já é, e negariamos a algumas pessoas brilhantes o direito de tentar mostrar seu valor.
    Vivemos num país onde NADA é igualitário, nem a renda, nem a saúde, nem a educação,nem nada e o abismo não diminui com a globalização e com a modernização e com coisa nenhuma, só aumenta.
    Essa é uma maneira errada de dar oportunidade a algumas pessoas.
    Mais algo tem de ser feito!!
    Eu mesma já passei por coisas desagradáveis por ser indigena na faculdade, uma garota branca infernizou a minha existencia por 5 anos, até tentou me acusar de furto mais graças a Deus tiverm pena de mim e disseram que viram o objeto cair em minha bolsa sem querer da mão dela, mais a verdade é que ela o colocou lá e todo mundo sabia mais porque me ajudar se podiam ficar assistindo a meu desespero e minha desgraça.
    Mais era engraçado ver, a pobre, india, não branca se ferrar na faculdade paga, na qual ela era bolsista por ter tido a 3 maior nota no vestiblular. Fiz dois cursos, Pedagogia numa federal e psicologia numa particular, só tive problemas na particular!!!
    A mesma garota vivia cavando minha expulsão da UNIVERSIDADE com acusações infundadas e sempre conseguia credibilidade do reitor!!
    Motivo para me detestar?
    Não tenho a menor ideia já nunca a tinha visto antes na vida, mais ela alegava que eu não merecia estar ali com todos os demais.Não faço idéia do porque, mais muita gente concordava com isso!!
    Eu não entrei pelo sistema de cotas já que na minha época não tinha isso!!!
    Eu batalhei eu me esforcei e tenho muita pena dos demais que como eu já sofreram discriminação um dia na vida ou que precisam de uma oportunidade e não tem para mostrar seu valor.
    Já que sabemos que mesmo que se entre por uma cota se vc for ruim não vai ficar lá, já que no exemplo da universidade vai perder o período!!
    A coisa das cotas é meio como discriminar os brancos, isso eu entendo já que não fui criada olhando a cor das pessoas e sim seu caráter,
    mais aprendi com a vida que na maioria das vezes os homens e os brancos são os que sempre tem mais chances, seja onde for.
    Já fiz entrevista para grandes empresas,a maioria não contratam pessoas que não são brancas. O quesito discriminatório se chama Boa aparência.O que é muito relativo!!!Mais aconteçe todo dia!!
    E acredite, enche o saco,vc ter que fazer coisas que não são sua função porque tem que compensar o fato de não ser branco ou de ser mulher, ou ter que aceitar uma função inferior,ou salário inferior por causa disso.
    Não acho o sistema de cotas legal, não é o que estou dizendo aqui, acho que não resolve o problema, mais acho que serviria para dar um pouco mais de oportunidade a pessoas que na maioria das vezes nem tem chance de mostrar seu valor. Como o ProUni por exemplo!!
    Como no caso da cota para deficientes!
    Se as empresas não tivessem essa obrigação a maioria não contrataria deficiente nenhum para trabalhar porque não é esteticamente interessante, é dispendioso as adaptações e os demais não estariam preparados para lidar com eles, além de que existe o folclore de que eles não são competentes, são frágeis ou que todos tem retado mental. Absurdo!! Mais a desculpa seria essa mesmo!!
    Acho que o sistema e mal formulado já que visa manter o beneficiado no posto escolhido, e não apenas dar oportunidade como eu acha que deveria ser.
    É uma pena que as coisas não sejam como sonhamos, como queremos, ou como deveriam né amiga!!
    Mais é isso!! Fazer o que!!!
    bju!!

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  18. Essa frase que chama atenção para seu post, já nos mostra o quão polemico é o assunto, que nos aguarda sempre com uma tarja preta nos pensamentos...

    Um beijo

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  19. Esse Vicentinho tem umas estratégias tão manjadas, defensor dos pobres coitadinhos pretos, não sei como é que ainda colam. O brasileiro é muito babaca mesmo sô!

    Sou contra as cotas! O que têm que existir, são cotas para os alunos dos colégios públicos. É mais pragmático, eficaz e sem essas polêmicas inúteis...

    Afinal, quem não é preto no brasil? quase ninguém!

    Ps. adoraria chupar o dedão do pé de uma neguinha... hummmmmm

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  20. mais outra coisa.

    Eu detesto essas cotas do metrô, essas cadeirinhas para idosos, todas deveria ser marrom e não algumas... entende?

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  21. p/ xana, gosto muito do teu nick, mas olha só, desculpa...

    Escuta, exemplos não provam teorema, mas "desprovam"! A experiência de cada um de nós não justifica absolutamente nada.

    Preto não é deficiente, não tem que ter cota nenhuma. A reserva de vagas deveria ser dos colégios públicos.

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  22. Oi Atrê,

    Concordo com plenamente com vc!!!! E vejo com total desconfiança essa história das cotas. No domingo passado, o programa Canal Livre, da Band, promoveu um debate ótimo sobre o assunto. Tenta ver no You Tube ou no site deles, vale a pena.

    Ah, adorei o seu debate com o Mr. Divorciado. É isso ai, no nosso blog vc pode e DEVE se manifestar à vontade. Sempre.

    Beijão,

    Bela

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  23. Atre gostaria mto mesmo de agradecer ao cometario que vc fez no meu ultimo post, foram palavras mto sabias! Adoro qdo vc comenta no meu blog pq vc sempre tem mto a acrescentar... Ja operei e estou otima, pronta pra proxima hehe! Beijos e boa semana

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  24. Xana...não precisava ter pensando TANTAS vezes viu?....Seu comentário foi ÓTIMO e só acrescentou ao tema.
    Infelizmente o Bullying do qual vc foi vítima é cada dia mais comum.
    E com a internet tem ficado ainda mais grave com o pessoal fazendo perfis fakes de outros, usando fotos deles, fazendo montagem pornográficas...Enfim, triste e assustador.
    E pra mim é coisa de gente idiota mesmo.
    E não tem muita explicação. As pessoas 'implicam' com o outro por vários razões que vão desde a condição social da pessoa, a origem, a aparência.
    E fazem a vida dela um inferno.


    Quando ao que vc falou das cotas...
    Na faculdade também discutimos o fato de que, se as cotas assim não eram o ideal, talvez ainda assim seriam melhor do que ‘nada’.
    E no meio dessa conversa toda, as pessoas acabam focando só no negro mesmo e esquecendo de índios e outros que também estão no debate.

    Em relação a trabalho, eu sei que muitas vezes um candidato negro é preterido numa vaga de trabalho por um branco apenas porque o branco...é branco. Às vezes nem é tão qualificado quando o negro. Mas é branco.
    MAS aí é OUTRO batalha. é OUTRA questão.
    Assim como é uma batalha mudar a política de muitas empresas onde ainda se vê o salário mais baixo pras mulheres que exercem a mesma função que os homens. E as vezes melhor até.
    Mas aí são lutas pra mudar pessoas e seus conceitos defasados, errôneos, equivocados é imbecis.

    Mas se é errado dar um emprego pra um branco, só porque ele é branco, também é errado colocar alguém num trabalho só pra fazer o 'politicamente correto' ou dar a ele oportunidade maior de instrução só por causa da sua cor.

    Se usar a cor como discriminação é errado, como privilégio também deveria ser.

    Só me soam como medidas ‘antipáticas’ e o que tenho visto são discursos de gente que acha que a ‘sociedade’ deve compensar o negro pelos anos de escravidão.
    E fazem isso como? Alimentando as diferenças?
    Eu entendo o que vc disse, mas realmente não consigo ver como algo que no fim, vai fazer o que justamente luta contra, pode ser um caminho bom.
    Creio que acabam sendo ‘voltas’ que se dá no problema e como conseqüência só se tem o atraso na solução real.
    Solução REAL que com certeza ainda vai demorar MUITOS anos...Mas ainda acho que tentar dar oportunidades optando pela condição social, pelas nível de instrução que o indivíduo teve ainda é melhor do que julgar que ele precisa mais do que o que tem outra cor ou origem.

    bjo
    Obrigada pela parceria no tema.

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  25. 'Alguns pode dizer, mas Barck Obama é negro e chegou na presidência dos EUA. Sim, mérito dele, estudante de talento, formado em Havard (com condições financeiras familiares para tal). E assim vai...'

    Rique Loneliness

    Na verdade, nem o Obama fez campanha como negro.
    A imagem estava lá...mas não nos seus discursos.
    Ele mesmo fez questão de 'não bater nessa tecla', segundo eu li.
    Algumas pessoas até ficaram meio decepcionadas porque esperavam que ele falasse em nome dos negros nos seus discursos. Mas, tirando a imagem, os discursos dele não defendiam questões raciais, não tocavam nos temas relacionados aos anos de preconceito explícito em solo americano, apenas se mostrava como candidato americano.
    Nem acho que ele tinha obrigação de defender bandeiras não, mas sempre me parece que no caso do OBAMA foi mais uma vitória da aparencia, não da ideologia.
    Se é verdade que o povo americano venceu o preconceito em relação a votar numa pessoa negra, não dá pra saber se também teriam votado no discurso de um negro.
    Mas sabe onde eu achei que a campanha dele mais prestou um (des)serviço aos negros?
    Na posse.
    Mulher e as duas filhinhs como os cabelos completamente lisos.

    Vi algumas fotos da época da campanha e as meninas estavam sempre com seus cabelos pra lá de enrolados...

    na posse, como qualquer outra garota, todas recorreram a chapinha pra aparecer pro mundo com o tal 'cabelo bom'.

    Não iam mudar o mundo, claro...mas acho que teriam feito um bem danado a muitas crianças se tivessem se mostrado com cabelos bem cuidados, mas NÃO alisados.

    Abraço...e valeu muito pelas informações extras que vc agregou ao post.

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