Creio que é porque tem explicações que eu até entendo, mas não compreendo.
As tais ‘cotas’ para negros na universidades e agora o debate dos deputados sobre o ‘Estatuto de Igualdade Racial’, por exemplo.
Como pode tratar de ‘igualdade’ idéias como as que estão nesse estatuto que tem como apresentação ‘trazer orientações para o governo sobre como tratar os negros no Brasil. Torna obrigatória a identificação dos estudantes de acordo com a raça no censo escolar. Pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde também terão de se autodefinir de acordo com a cor da pele. O estatuto prevê ainda a criação de cotas para negros em vários setores: nas universidades; no serviço público; em empresas privadas; nos partidos políticos.’
Ou é impressão minha ou o texto está repleto de mecanismos que separam ao invés de promover igualdade?
Segundo o deputado Vicentinho (PT-SP): “Não devemos ter medo de assegurar oportunidades para quem sofreu as piores consequências. A escravidão nesta país é o maior crime que o Estado brasileiro cometeu com o nosso povo negro”.
Mas se não devemos ter medo de assegurar tais oportunidades, devemos ter vergonha de promover tais descriminações de forma ‘legais’.
A escravidão foi um crime bárbaro. Verdade!
Mas o holocausto também e nem por isso vejo os judeus se fazendo de ‘coitadinho’.
O deputado Vicentinho e os defensores dessas cotas que me desculpem, mas tentar impor a sociedade leis assim é se fazer de coitadinho sim.
A escravidão aconteceu? Aconteceu, é fato!
Foi um ato horrível? Foi sim!
MAS foi. É passado. É pra ser esquecido? NÃO!
Mas não deve servir de muleta pras gerações futuras.
Usar a história da escravidão como muleta de auxilio pra encontrar um caminho mais fácil é desmerecer os negros que morreram tentando fugir ou nos troncos por não aceitarem a obediência cega.
É desmerecer gestos como o de Rosa Louise McCauley, mais conhecida por Rosa Parks uma costureira negra norte-americana, símbolo do Movimento dos Direitos Civis que ficou famosa, em 1º de dezembro de 1955, por ter-se recusado frontalmente a ceder o seu lugar no ônibus a um branco.
É não entender o que Matin Luther king disse quando falou:
"Sonho que meus quatro filhos viverão um dia em um país no qual não serão julgados pela cor de sua pele, mas por seu caráter".
Eu acredito sim na importância de se promover oportunidade às pessoas, mas não dando a elas mérito ou descrédito por sua cor.
Cor não é deficiência pra que se precise de amparo legal para que se tenha oportunidade de mostrar que a deficiência não torna alguém incapaz pro mercado de trabalho, apenas o impede de exercer certas funções.
Se for pra promover ‘igualdade’ de oportunidades que se dê pelo social, não pelo racial.
Dizer que alguém que estudou a vida toda em escolas públicas tem menos oportunidades de entrar numa universidade ou de encontrar um bom emprego é entender como faz falta ter uma boa base na formação do indivíduo. De negros, brancos, índios e outros embora eu concorde com a Kamylla Landim na declaração dela sobre as mudanças do ENEM:
“Aquele aluno que vai se adaptar mais não é aquele que se prende apenas ao que o professor ensina, porque na escola a gente pega apenas uma base, mas o verdadeiro ensino a gente busca por fora, e não só dentro da escola”.
“Aquele aluno que vai se adaptar mais não é aquele que se prende apenas ao que o professor ensina, porque na escola a gente pega apenas uma base, mas o verdadeiro ensino a gente busca por fora, e não só dentro da escola”.
E pra finalizar, concordo com o comentário da a professora Yvonne Maggie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro sobre esse tipo de política que o estatuto prevê: “O perigo é de a gente, em vez de estar resolvendo uma questão da desigualdade e do racismo, estar produzindo o ovo da serpente do ódio racial” porque o estatuto, do jeito que está, ‘prevê tratamento diferenciado para a população negra em todas as áreas. Empresas que promovam ações de inclusão racial, por exemplo, teriam preferência em licitações publicas’.
Idéias como essa não são um estímulo ao ódio racial?
Eu acho que sim.
E acho que os negros que tem orgulho da sua cor e tem respeito pela luta dos sues antepassados também acham que políticas assim só os faz parecer ‘coitados’.
Coisa que ninguém com orgulho da sua história aceita ser.
