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22 de ago. de 2009

15 Já deu uma espiada na edição de aniversário da PLAYBOY?

Quem disse que mulher não lê Playboy?

Apesar do que diz na capa da revista ‘PLAYBOY – A revista do homem’, tem muita coisa interessante além das fotos que os homens adoram (e muita mulher IDEM).
Muitas piadas, dicas de bebidas, moda, filmes, além disso, mulher inteligente ta sempre dando uma espiadinha no universo masculino pra saber como fisgar...OPS...seduzir um cara gostoso...OPS... legal.


Na edição de aniversário o destaque é a Priscila do BBB9. Vem de Rainha Devassa.
As belas fotos tradicionais de sempre, mas com direito a duas fotos que são a fantasia de MUITAS mulheres. Uma delas é esta:


Sem as margaridas, claro!

Uma das seções mais interessantes da revista costuma ser a entrevista. Este mês é Cristiane Torloni que desnuda o verbo.
Esta é uma das perguntas/resposta que você vai ler na entrevista:

(...) Nessa entrevista de 1984 você disse que, a cada campanha política, fazia uma matéria nua “ só para sacanear o filho da puta” [ que seriam os conservadores que falavam que era possível posar nua e fazer política ao mesmo tempo]. Como era isso?

Você responde às rédeas que tentam colocar em você. No livro da PLAYBOY, eu digo: “eu quero tudo”. È isso. Eu quero a mina liberdade. Sou eu que pago pela minha vida. Uma mulher que paga suas contas, escolhe o que diz, o que faz com o corpo dela, com quem ela dorme. Nós temos atrizes jovens, e de vez em quando eu ouço uns comentários do tipo: “Ah, fulana de tal come todo mundo”. E eu digo: “Pode! Está pagando”. Esta pagando! Dorme com quem ela quiser, e aí? Os homens passaram milhares de anos sendo os comedores, quando as mulheres começara a ser, aí vem a tarja moralista: “vadia”. Opa! Vamos com cuidado.

***
E na edição de aniversário você ainda encontra o 'Miniguia Playyboy da PLAYBOY' que trás os grandes momentos da revistas nestes anos.

Então se você ainda não leu, aproveita e dá um pulo na banca...Ou procura na gaveta do namorado, debaixo do colchão do irmão, escondida debaixo do banco do carro do pai, na gaveta de calcinhas da tia...


20 de mar. de 2009

19 Por que nossas Zonas Úmidas não podem ser como a mata Atlântica?

Lendo a revista Época me deparei com uma entrevista muito interessante com Charlotte Roche.
Você não sabe quem é?
Charlotte Roche é uma escritora alemã que lançou um livro que já vendeu mais de um milhão de exemplares - nesse momento a turma que se pudesse usava uma camiseta com os dizeres ‘EU ODEIO LER’ já vai pensando em procurar outro blog, mas STOP!
Antes de você ir procurar um blog cheio de figuras sacan...OPS...interessantes, saiba que o livro de Charlotte, Zonas úmidas , também é sacana.
Ficou interessado?

Já no início a entrevista mostra que o livro promete:
ÉPOCA – O que a levou a escrever sobre “zonas úmidas”?
Charlotte Roche– Eu queria escrever um livro bem honesto sobre o corpo feminino. E foi muito divertido pensar em todos os tabus que envolvem as mulheres: em relação à higiene, a ser sexy e ter um corpo sem pelos. Por isso, criei uma mulher doente, com hemorróidas. O corpo dela dói, ela vai ao banheiro, menstrua, se masturba. Isso dá uma dimensão mais humana ao corpo feminino.
Se você for ao site da revista Época, vai poder ler a entrevista completa, ao final há um link onde vai poder ler o primeiro capítulo do livro.
Na entrevista Charlotte fala sobre a os odores femininos e a eliminação dos pêlos. Comenta que “com frequência, as mulheres não têm mais nenhum pelo pubiano. Ao redor da vagina, todos os pelos se foram. Ficam parecendo bebês, menininhas. E não mulheres de verdade. Se há uma única mulher que não se raspa, então as outras ficam loucas, porque ela está abrindo mão dessa mania.”
VERDADE e cada vez mais as mulheres raspam tudo, independente de saberem que os pêlos pubianos têm a função de proteger o órgão genital, por isso sua grande concentração em cima da vulva e ao seu redor.
Os caras que gostam das garotas assim, dizem que é mais agradável pra praticar o sexo oral, MAS me parece que tem mesmo uma coisa de preferirem a vulva mais delicada, lembrando algo novo, jovem, enfim, coisas do imaginário masculino.
No final da entrevista a revista pergunta:
ÉPOCA – O que sabe sobre o Brasil?
Charlotte – Conheço uma coisa negativa do Brasil, a depilação completa – famosa aqui na Alemanha. É uma moda recente. Os pelos são totalmente eliminados. Você deita numa posição ginecológica, eles colocam a cera e arrancam tudo.

Ao ler isso me lembrei de um post no ‘Calcinhas no Box’ que foi uma das coisas mais engraçadas que eu já li. Engraçado e dolorosamente real pra quem já passou pela experiência.
O texto conta as aventuras (e desventuras) de uma mulher que se rende a pressão das amigas pra fazer a tal ‘depilação a brasileira’(você sabia que tem lugar querendo proibir a tal depilação?)
O texto termina assim ‘...eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada. Criar o domínio... www.bucetascabeludas.com.br”
Eu confesso que já desejei a mesma coisa e provavelmente toda mulher que já se rendeu a experimentar a tal depilação completa já ficou tentada a entrar pro movimento das ‘bucetascabeludas’ e se os homens lerem o texto e não forem insensíveis ao sofrimento alheio, vão dar força ao movimento ‘SOS Mata Atlântica Pubiana” (embora eu ache que a solidariedade da maioria dos moços vá durar até a moça abaixar a calcinha e ele der de cara com a mata atlântica à frente dele, a não ser que ele tenha espírito de desbravador, claro).

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