Ela era uma moça jovem, sexy e em começo de carreira.
Queria ser conhecida, ser vista, queria mostrar seu talento.
Para isso aproximou-se de um importante diretor que ela sabia poderia alavancar a sua carreira.
O diretor deu em cima dela e ela não se fez de rogada; sabia o que queria e se ele podia lhe dar, porque não?
Iniciou-se um romance que ela tentava esconder da mídia.
O diretor a colocou numa novela das oito e tudo estava indo do jeito que ela planejara até que o diretor, durante uma viagem dos dois a Buenos Aires, descobriu que o tal ‘romance’ era uma farsa.
No mesmo quarto, onde na noite anterior ela lhe jurou amor, ouviu a jovem atriz dizer pelo telefone ao namorado no Brasil (namorado que ela havia dito ao diretor não ter mais) que a viagem havia sido a trabalho, que ela não tinha nada com o “velho” e que estava voltando cheia de saudades, ainda mais apaixonada, doida para que eles pudessem ficar noivos.
Quando soube que o diretor já sabia de tudo, ela não pediu desculpas. Disse a ele que já havia conseguido o que queria e que ele era cafona, brega... Velho!
Com certeza você deve conhecer garotas assim ou já ouviu falar no tipo.
Quantas vezes você já não desconfiou ou ouviu dizer que uma mulher ‘subiu’ no emprego porque deu pro dono, que fez o “teste do sofá”? Atrizes ou vendedoras de loja, não importa.
Normalmente mulheres que fazem isso não costumam ser vistas como garotas determinadas, que lutam pelos seus sonhos. Costumam ser taxadas de vagabundas (nem preciso dizer os similares a isso, claro).
E ainda são acusadas de serem responsáveis pelas “outras” serem vistas como fáceis, como “a gostosa do chefe” e não como “a mais competente pro cargo”.
Mas e se eu te disser que o caso aí NÃO foi ‘protagonizado’ por uma mulher?
Quem acompanhou a minissérie MAYSA da Rede Globo nesta sexta viu isso:
O diretor a colocou numa novela das oito e tudo estava indo do jeito que ela planejara até que o diretor, durante uma viagem dos dois a Buenos Aires, descobriu que o tal ‘romance’ era uma farsa.
No mesmo quarto, onde na noite anterior ela lhe jurou amor, ouviu a jovem atriz dizer pelo telefone ao namorado no Brasil (namorado que ela havia dito ao diretor não ter mais) que a viagem havia sido a trabalho, que ela não tinha nada com o “velho” e que estava voltando cheia de saudades, ainda mais apaixonada, doida para que eles pudessem ficar noivos.
Quando soube que o diretor já sabia de tudo, ela não pediu desculpas. Disse a ele que já havia conseguido o que queria e que ele era cafona, brega... Velho!
Com certeza você deve conhecer garotas assim ou já ouviu falar no tipo.
Quantas vezes você já não desconfiou ou ouviu dizer que uma mulher ‘subiu’ no emprego porque deu pro dono, que fez o “teste do sofá”? Atrizes ou vendedoras de loja, não importa.
Normalmente mulheres que fazem isso não costumam ser vistas como garotas determinadas, que lutam pelos seus sonhos. Costumam ser taxadas de vagabundas (nem preciso dizer os similares a isso, claro).
E ainda são acusadas de serem responsáveis pelas “outras” serem vistas como fáceis, como “a gostosa do chefe” e não como “a mais competente pro cargo”.
Mas e se eu te disser que o caso aí NÃO foi ‘protagonizado’ por uma mulher?
Quem acompanhou a minissérie MAYSA da Rede Globo nesta sexta viu isso:
Um compositor charmoso (Bôscoli) que em busca do sucesso aceitou a ‘corte’ de uma cantora famosa pra que essa gravasse suas músicas. Durante uma viagem disse a ela na cama “Você quando me abre os braços me mostra o mundo”. Na manhã seguinte ela o ouviu falando no telefone com a namorada, jurando amor... Jurando que ele e a tal cantora “gorda” não tiveram nada e que quando ele voltasse os dois ficariam noivos. E quando sabe que a cantora descobriu sua mentira disse: O que eu queria era que você gravasse minhas músicas, mas agora to até arrependido, sabe?
Acho que o disco não vai vender... Vai encalhar.
Você é cafona... Brega... Gorda! Eu estava comentando com uma colega no trabalho sobre o tal capítulo, sobre essa situação e ela me disse: Sabe que eu nem tinha pensado nisso?.... Ah, mas foi TÃO lindo quando ele disse pra ela “Você quando me abre os braços me mostra o mundo”. O ator que interpretou essa cena na minissérie esteve no Fantástico este domingo falando do sucesso da personagem na minissérie, do sucesso que ele vem fazendo e da admiração dele pela personalidade do Bôscoli. E só. Talvez se a entrevista fosse com quem interpretou a tal “atriz” com quem eu iniciei o post, a conversa rendesse uma discussão sobre se é valido fazer tudo para alcançar o que se deseja... Se tal comportamento é falta de caráter, se os fins justificam os meios. Mas do jeito como a história aconteceu, não. A maioria provavelmente nem notou que o que ele fez é o que acusam muitas mulheres de fazer e, principalmente, as JULGAM sem dó nem piedada. Mas na vida muitas situações são assim mesmo... Nem sempre seis e meia dúzia parecem ser a mesma coisa. Mas são. E claro que eu sei que o mundo é muito mais cruel e sacana com o sexo feminino (afinal EU sou uma e tenho plena consciência que muitas vezes NÓS mesmas somos muito mais duras com a categoria), mas o MUNDO é muuuuuuuuito grande pra eu me preocupar em mudar o jeito que TODOS pensam. Só queria mesmo era ter essa conversa com você e, se eu tiver sorte, talvez sejamos dois a achar que a verdadeira emancipação feminina e que os tão falados direitos iguais só vão acontecer de verdade quando conseguirmos ver uma situação e ter uma opinião sobre os fatos independente da ação ser realizada por uma mulher ou por um homem.
Se John Lennon podia ter um sonho, eu também
Acho que o disco não vai vender... Vai encalhar.
Você é cafona... Brega... Gorda! Eu estava comentando com uma colega no trabalho sobre o tal capítulo, sobre essa situação e ela me disse: Sabe que eu nem tinha pensado nisso?.... Ah, mas foi TÃO lindo quando ele disse pra ela “Você quando me abre os braços me mostra o mundo”. O ator que interpretou essa cena na minissérie esteve no Fantástico este domingo falando do sucesso da personagem na minissérie, do sucesso que ele vem fazendo e da admiração dele pela personalidade do Bôscoli. E só. Talvez se a entrevista fosse com quem interpretou a tal “atriz” com quem eu iniciei o post, a conversa rendesse uma discussão sobre se é valido fazer tudo para alcançar o que se deseja... Se tal comportamento é falta de caráter, se os fins justificam os meios. Mas do jeito como a história aconteceu, não. A maioria provavelmente nem notou que o que ele fez é o que acusam muitas mulheres de fazer e, principalmente, as JULGAM sem dó nem piedada. Mas na vida muitas situações são assim mesmo... Nem sempre seis e meia dúzia parecem ser a mesma coisa. Mas são. E claro que eu sei que o mundo é muito mais cruel e sacana com o sexo feminino (afinal EU sou uma e tenho plena consciência que muitas vezes NÓS mesmas somos muito mais duras com a categoria), mas o MUNDO é muuuuuuuuito grande pra eu me preocupar em mudar o jeito que TODOS pensam. Só queria mesmo era ter essa conversa com você e, se eu tiver sorte, talvez sejamos dois a achar que a verdadeira emancipação feminina e que os tão falados direitos iguais só vão acontecer de verdade quando conseguirmos ver uma situação e ter uma opinião sobre os fatos independente da ação ser realizada por uma mulher ou por um homem.
Se John Lennon podia ter um sonho, eu também

