Fui dar uma espiada na entrevista do deputado Jair Bolsonaro para a Revista Época realizada com perguntas dos leitores da revista ( no link do tweet você confere a entrevista toda) e não pude deixar de comentar uma delas pois ao ser perguntado "Se você estivesse precisando de uma transfusão de sangue e o único sangue doado fosse de um homossexual, aceitaria a transfusão? (Matheus Nunes, RJ ) Bolsonaro respondeu: - O risco de ser contaminado com o sangue de homossexual é 17 vezes maior do que com o de heterossexual. Duvido que alguém aceite sangue doado por homossexual sabendo desse risco. Cuidar da minha saúde é diferente de ser preconceituoso."
Então...
Alguém explica para o deputado Bolsonaro que isso, no máximo, é uma questão de irresponsabilidade, não de sexualidade?
Quer dizer: Alguém que faça sexo sem proteção, seja homossexual ou heterossexual, têm mais chances de ser infectado por uma doença do que alguém, seja homossexual ou heterossexual, que faça sexo com proteção. E alguém que faça sexo com vários parceiros, seja homossexual ou heterossexual, corre um risco maior de ser contaminado do que quem tem um parceiro fixo, que também não faça sexo fora dessa relação, seja homossexual ou heterossexual.
Resumindo: doenças não sabem se a pessoa é homossexual ou heterossexual, se ela aparece em alguém não é por causa da opção sexual dela, mas pela predisposição a tal ou ao comportamento da mesma, seja ela homossexual ou heterossexual.
Deu pra entender, ou tá difícil?
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