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11 de mar de 2009

24 Entre as quatro paredes de um elevador

Sabe quando você encontra ‘aquela’ pessoa que te tira o chão quando te toca, que te leva ao céu quando te beija e que, mesmo sem estar com você na hora de dormir, é imaginando-se nos braços dela que você adormece?
Lukas foi assim na minha vida.

O primeiro encontro foi aquela coisa de não conseguir desviar o olhar... E depois do primeiro beijo foi um sem fim de línguas, suores e o desejo de mais, sempre MAIS.
E era tudo tão bom e tudo tão natural que até o que antes me travava, com ele eu nem pensava.
Sexo era simplesmente maravilhoso!
Com ele realizei fantasias como as de me arriscar nos banheiros da ‘night’, no banco de trás do carro no estacionamento do shopping, na piscina do hotel.
Ele sabia ser suave e audacioso nos momentos certos.
Me despia delicadamente e me amava por horas a luz de velas, música suave e um bom vinho.
E sabia me possuir sobre a mesa com a necessidade de quem não pode esperar o tempo que uma calcinha leva pra percorrer a distancia do nosso quadril até os pés; ou a arrancava ou a puxava de ladinho.

Numa noite no elevador do meu prédio ele me beijou, segurou minha mão e a guiou pra dentro da sua calça.
Eu senti seu membro duro, sorri e sussurrei “A câmera... O porteiro vai nos ver...”
Mas ele deu um sorriso maior ainda, me imprensou contra a parede e disse ‘Deixa ele... Se ele se excitar muito, vai bater uma punheta bem gostosa vendo a gente’
Sorri novamente e achei que ele estava brincando, não em relação ao tesão que era evidente, mas porque estávamos no lugar onde eu morava.
Ele colou o seu corpo contra o meu e me beijou cheio de tesão enquanto subia a mão por debaixo da minha saia até alcançar a minha calcinha... E foi impossível não sentir meu corpo estremecer, meu sexo molhar.
Senti a mão dele levantando minha perna e numa fração de segundos abri os olhos e vi a câmera; descolei os lábios dos dele, sorri e disse ‘pára! Já falei que o porteiro vai nos ver pela câmera!’
Mas ele colou ainda mais seu corpo ao meu enquanto seus dedos iam deslizando entre minhas pernas, entrando por dentro da minha calcinha e invadindo meu sexo.
Por um instante senti meu corpo se entregar... Mas de repente o empurrei com força.
Ele bateu contra a porta, sorriu e disse ‘sssssss...Adoro minha gata assim, arrisca’ e foi abrindo a calça enquanto vinha na minha direção. Me puxou com força, mas eu o empurrei novamente. Ele pareceu ainda mais excitado.
‘Eu já falei, aqui tem câmera!!! O porteiro vai ver a gente’ ‘E daí? Deixa de ser má... Deixa o cara se divertir vendo a gente’
E enquanto ele insistia em me agarrar eu tentava explicar que eu MORAVA ali. Que me arriscar a ser vista em outro lugar era até excitante, mas não na minha casa. Não onde eu morava, onde ia ter que encontrar todo dia o porteiro (OS porteiros na verdade porque com certeza ele iria mostrar aquela fita aos outros e também pra turma da limpeza, pros seguranças, pra alguns moradores...)
Mas não adiantava. Quanto mais eu falava, mas ele se excitava e mais me agarrava.
O empurrei novamente, dessa vez com mais força e apertei o botão do térreo.
A porta abriu, e ele disse ‘ok, mas da próxima você não me escapa’ e sorriu enquanto fechava a calça e saía do elevador.
Eu dei dos passos na direção dele, mas não saí do elevador. Ficamos nos olhando por alguns segundos até que eu apertei o botão e a porta começou a se fechar.
Lembro do olhar dele... Do sorriso sumindo...
Voltei pra casa, ele passou um tempo lá em baixo querendo falar comigo, mas eu não quis.
Aprendi nesse dia que um homem pode nos dar tudo, que pode nos proporcionar todos os prazeres, que pode ser o cara que pedimos a Deus quando sonhávamos com príncipes encantados, mas se ele não é capaz de nos proteger, devemos nos afastar dele.
Fácil achar um cara que bate em outro pra ‘proteger’ a namorada do olhar de outro quando na verdade ele está batendo pra defender seu território, sua propriedade.

Claro que o amor por ele não acabou de um dia pro outro. Ele me procurou várias vezes, mandou flores.
Eu sofri, chorei, engordei me entupindo de sorvetes e chocolate.
Mas naquele elevador algo mais que a alça do meu sutiã arrebentou.
Enquanto a porta do elevador se fechava entre nós eu percebi que com o Lukas descobri que sexo na cama é maravilhoso e que fora dela pode ser incrível, mas que existe uma diferença entre se arriscar transando em lugares públicos e transar com nossos amigos e vizinhos olhando.
E a verdade é que se homens flagrados nessa situação são invejados, mulheres a gente sabe que, literalmente caem na boca do povo.
Lukas era um sonho de namorado, mas se não podia estar ao meu lado sendo capaz de perceber essa diferença e se preocupar em preservar em mim a TÃO antiga ‘moral’, era melhor deixá-lo ir.
E foi o que eu fiz.

Me lembrei desse episódio ao ouvir uma garota no restaurante contando as amigas que tinha transado com o namorado numa situação parecida com essa.
Ela disse que ficou com vergonha, mas que ele queria tanto que ela não conseguiu dizer não. Outra do grupo disse que já passou por algo assim,mas que no caso ELA queria e o namorado a chamou de louca.
Pois é... Numa mesma situação pessoas com personalidades diferentes agem de forma diferente.

Eu...
Elas...Eles...
Você.


24 comentários:

  1. Eu sinceramente não sei o que faria!
    Depende da situação, da hora, do que queremos!
    Uma vez minha namorada quis, na rua, e eu disse não. Ela continuo me tentando, provocando e eu resistindo.... 30seg depois apareceu um cara e ficou por perto, provavelmente pra "apreciar" coisa que ela não gosta!

    Por isso que eu acho que é da hora, do momento mesmo, e, principalmente, do local!

    Bjão Atrê!

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  2. Já transei em lugares doidos inimaginaveis..em lugares comuns ate demais para se ter uma transa..enfim..sexo é bom muito bom e sem data e hora marcada melhor ainda..
    Mas..como sempre tem um mas..
    transar para que vizinhos apreciem não esta na minha lista de fetiches ou tesão..e sinceramente acho que não esta na de nenhum homem que queira levar algo adiante com a mulher..como vc disse proteção..queremos a mulher por inteira..
    gostei da sua atitude..mostrou estar madura coisa que ele não.
    Beijão

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  3. Júlio11/3/09

    Já transei num elevador, mas no caso, não era nem no meu prédio nem no prédio dela, foi no predio de uns amigos que tinham nos convidados pra jantar... o mais engraçado da noite é que o elevador não possuia um botão de pare, então fomos até o último andar apertamos cada andar e ele foi descendo bem devagar, abrindo e fechando a porta em cada andar, mas lá pelo oitavo andarentrou um senhor, de uns 50 anos de traços orientais, paramos na hora, disfarçamos, mas quando o elevador seguiu viagem e continuou parando andar por andar foi terrível, o constrangimento duraria uma eternidade, então descemos no 5 andar e terminamos o que estavamos fazendo na escada de incendio. ainda fico imaginando a cara do japonês, a porta abrindo e fechando, ele super sem graça olhando fixo pra porta e a gente no fundo do elevador segurando a gargalhada.

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  4. Pelo menos rendeu uma boa história.

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  5. Eu não vou negar que fazer sexo em locais públicos me enchem de adrenalina e tesão.
    É a adrenalina da POSSIBILIDADE de ser descoberto e outra é a loucura de fazer uma coisa SABENDO que vai ser descoberto.

    Meu avô sempre me dizia uma coisa: o homem/mulher pode ser o que for; mas proximo a casa dele(a), tem que ser um gentleman/lady.

    Em outras palavras. Fazer aquele sexo lotado de adrenalina em um local que poderia dar merda é legal! Mas fazer no local onde TODOS te conhecem? Nem morto.

    Fazer isso é loucura.

    Eu concordo com o que vc diz sobre a proteção. Por mais que eu desconsidere essa questão de 'mulher = sexo frágil', eu acredito que quando um casal se une, é para proteção mutua. E se ele/ela está expondo o parceiro, perdeu o respeito e a proxima atitude poderá ser mais embaraçosa.

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  6. Já transei em elevador...a adrenalina foi excitante...
    Beijos prometidos

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  7. Oi Atre!

    Valeu a visita no 3x30.

    E tens razão...pro porteiro ver não tem a menor graça!!! Mandaste bem!!

    bjão

    Deb - A Casada

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  8. Eu tb não iria conseguir, imaginando as conseqüências do ato. Afinal, não era ele que iria sair todos os dias com o porteiro dando risinhos. Vc fez bem, ele tinha que ter entendido.
    Bjos!!

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  9. Anônimo11/3/09

    Cada um cada um. Detesto chamar a atenção.

    Jamais iria transar na frente de uma teletela.

    O problema ai é que VOCÊ também não queria, fez o certo agindo conforme seus princípios.

    Eu queria ter acesso a versão do Lukas... bem mais curta... picante... com cenas de tiroteio, colisões de automóvel, prédios em chamas.
    E a crítica a lésbica enrustida que não gosta de transar.

    Ha Ha Ha... é vero! A dele é bem assim.

    PS atropelada na praçinha, sei lá... alguma coisa que denegrina bastante!

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  10. Pois é...
    A turma aqui entendeu o 'problema' da questão...Que não tinha relação com ser careta ou pudor, mas com respeito.

    Até porque quando envolve nossa casa, não somos só nós...
    Têm pais, irmãos, tios, avós...
    Às vezes expomos muitos no que devia ser só de dois.
    E eu acredito que em TUDO na vida, se tem um limite.
    E se expor sexualmente não é atrevimento, é muitas vezes vontade de chocar os outros e incapacidade de controlar a própria libido.
    Não é só pra bebida que algumas pessoas são fracas.

    E continuo achando que alguém que não protege o ser amado é porque não ama.
    Deseja e gente assim tem aos montes por aí.

    E se pensar assim é ser careta, OH, YES BABY
    Sou atrevida o suficiente pra dizer EU SOU!

    **********

    bom, agora pro comentário do ANÔNIMO, como da outra vez:
    "por favor, ALGUÉM desenha pra mim?!?!?!
    rs

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  11. Tenho pavor deste nome!!
    Tive um namorado com esse nome a quem batizamos o sobrinho dele sou obrigada a conviver com ele e o Grandão também( apesar de se darem muito bem pq o Grande é um Lord de tão educado.
    Nunca me senti tão mal como quando terminei, ser trocada por bebida, farra e muita promiscuidade foi dolorido, custei a desencanar, ele alimentava meus afeto fingindo me amar para não me deixar viver a minha vida.
    Credo!!
    CHame o exorcista, o padre Quevedo, não quero nunca mais me envokver com homens que tenham esse nome.
    Traumatizei!!
    bju!!

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  12. É complicado mesmo. Como todos os outros que comentaram , confesso ter esse tesão por lugares públicos, e inclusive por lugares que alguém conhecido pode nos pegar, mas sempre tendo controle da situação, principalmente o cuidado de nunca ser pego, mas nesse caso com a câmera, a quase certeza ai seria ruim, ate pq so complicaria as coisas, e principalmente nunca fica forçando a barra. Mas como você disse cada qual responde de uma maneira, se essa história fosse com qualquer outra mulher, ou qualquer outro homem, seria diferente, pois cada um tem sua personalidade. E parabéns por manter seus princípios, afinal ninguém tem tara por tudo, e sexo só é gostoso se for a tara dos dois.

    abraço.

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  13. Querida, vc tem todo o direito de não querer visitar a lista......
    Continuo te adorando, mesmo quando vc tá de TPM e não gosta do que eu escrevo(indico)!

    Beijos!!!

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  14. Que bom que gostou do presente e espero que tenha gostado do poema, foi dedicado exlusivamente a você, já fiz loucuras num elevador e foi muito bom, sempre achei quem gostava dessas loucuras entre outras....

    BJS

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  15. ...Mas nunca fiz nada que a outra pessoa quisesse, pois antes de tudo devemos respeitar a nós mesmos, nos "meus" elevadores não tinha câmeras e se tivesse só aconteceria se os dois estivessem de acordo, pois antes de amar alguém temos que nos amar e com certeza ela se ama.

    BJS

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  16. é isso mesmo, alguns sentem prazer no exibissionismo...

    proteção é tudo nesta vida... preservar.

    muito bem amiga,

    amarra o tamanco pra esse lukas

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  17. É Atre, isso é foda.
    O Tio que tu cumprimentas todo dia e que te dá a correspondência...
    Fora que tinha chances dele não gostar e ainda reclamar pro síndico!
    Seria muiiito excitante em um prédio que não fosse o seu.

    Bjoquinhas

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  18. É Atre, arriscar-se é sempre bom porém, como você mesma falou em lugares públicos onde as pessoas não sejam os seus amigos ou vizinhos.

    O que o Lucas queria era transar com você e fazer o seu porteiro de voyer ou simplesmente ser filmado e quem sabe o vídeo não ir parar na internet?

    Sua atitude foi racional. Acho que em seu lugar outra mulher poderia seguir o coração ao invés da razão.

    Beijoss!

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  19. Cada situação é uma situação e por mais parecidas que possam ser, nunca são iguais e nem serão jamais.
    Cadinho RoCo

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  20. é vc na hora agiu mais raionalmente, eu nao saberia mesmo o que fazer, poderia ate negar pelo fato que vc falou de ser o predio onde eu moro e tal mais no final das contas acho que nao ia ter a lucidez de olha a situaçoa pela pespectiva que vc olhou de 'presenvação' por parte dele proteção... mais pelo menos ele te rendeu alguns bons momento ne?
    obs: obrigada de coração pelas palavras de apoio la no blog
    beijos

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  21. Ô situação complicada essa, hein?!
    Administrar responsabilidade e tesão, simultaneamente, ñ é nada fácil.
    Mas é melhor a razão estar em dia, pra loucura ñ ultrapassar seus limites. Até mesmo por uma questão de respeito e preservação.
    As fantasias existem, e correr risco é sempre muito excitante. Só é preciso uma certa prudência em algumas situações, como essa. Até pq, a gente sabe que 'porteiros' sabem mais da nossa vida do que nós mesmas. E ficar exposta, ou ser alvo de comentários, no local onde se mora ñ é nenhum pouco legal!!!
    Agora, se o elevador fosse de um lugar onde vc nunca mais voltasse, ia ser beeem interessante, ñ?! hehehe
    Já vivi algumas aventuras meio 'loucas' assim... São umas (boas) histórias pra contar. E, apesar de ñ ter sido com um namorado/marido, nunca ultrapassamos essa barreira da 'proteção'. Essa preocupação estava sempre em 1º lugar. Principalemnte pela nossa situação.

    Bjoos!

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  22. Essa parada de sexo para os mais íntimos não rola né?
    Não faço parte dessa txurma nem muito menos levo qualquer pessoa a passar esse tipo de constrangimento comigo.
    Parabéns pela atitude e espero q ela tenha aberto os olhos.
    =D

    Bjocas Atre '

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  23. Como prometi, estou voltando!
    Ontem na verdade li seu POST e caí na cama, aí nem comentei muito. Cansado ao cubo! [Ela gritava por mim...rsrsrs]
    .
    Mas olha, não sou do tipo de cara q se mostra mais gostoso do que ninguém sabe?!
    Em relação à namoro e a realcionamento sou bem justo, por isso meio q discordo dessa parada de "pra homem é bonito mas pra mulher vai ficar falada". Isso pra mim é declaração de homem que não vale nada! De 'cachorrisse aguda'
    .
    Achei certa sua atitude sim. Embora ele não tivesse nada a perder, vc tem sua moral e seus costumes. Se ele te respeitasse de verdade, não teria nunca passado pela cabeça dele o tal amasso no elevador. ENTENDA, NÃO QUERO SER MAIS CERTINHO Q NIUNGUÉM, APENAS SOU JUSTO!
    E não sou contra a esses fetiches não, desde que satisfaçam e deixem confortáveis ambas as partes.
    .
    Fico imaginando se fosse no prédio dele. Como seria? Será q ele fazia mesmo?
    mas como era no seu... ele não tinha nada a perder né?! Engraçado isso!
    .
    Mas enfim, espero que amadureça seu sentimento, que reflita ainda mais o seu comportamento e torço para que, se acontecer de voltarem o namoro, ele passe a te respeitar mais um pouco.

    *Good Luck*
    Thirujo

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  24. Parabéns mulher, é difícil pensar muito nessas horas, só mesmo quando a situação se torna constrangedora. É horrível se sentir exposta demais. Uma coisa é correr risco,com as possibilidades de serem vistos. Outra é saber que então sendo vistos. A carne é fraca, mas sua personalidade foi mais forte. Somos mulheres não objetos. Eu também não ficaria a vontade, e olha que adoro transar em lugares isnusitados também. Já fui flagrada uma vez, e não foi nada agradavel.

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